Mostrar mensagens com a etiqueta Autores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autores. Mostrar todas as mensagens

2015-05-28

Sítios são tecidos


Sítios são tecidos
de pedra
de terra
de cor

Sítios são tecidos
de gestos e palavras
do sentir
e do pensar


sítios são casas e praças
praias e cantos
lugares de namoros
de guerras, de zangas
de lanches e ceias
de livros e filmes
de olhares, vozes e mãos.

Ali, no cruzamento dos sítios surge a escola.
Um tecido de sítios.
Nela há pedra, terra e cor,
há gestos e palavras,
há juízos, sentimentos
e há reflexões.
Entretecem-se paredes e traços,
vozes e folhas,
árvores e silêncios.

Na nossa escola somos mais.
Todos juntos procuramos o ser.
O sermos e o outro,
no outro o sermos.
Agitamo-nos na pressa de existirmos,
quantas vezes de desistirmos
O sol aclara-nos, aquece-nos
e faz dos múltiplos círculos que ocupam os recreios barreiras de gente.
Gente que se busca por se querer tanto.

Porém, também há os retângulos.
As secretárias.
Cada uma por si, aos pares,
distribuem-se em retângulos
frente a outros retângulos que a direito expõem,
em jatos explicativos,
o que os retangulares livros descobriram ao Homem.
Às vezes, acontece a maravilha.
Os jatos juntam-se, multiplicam-se,
rebentam com as linhas,
derrubam as fronteiras
E os retângulos perdem-se
Transformam-se em circular linha,
E apontam os caminhos por onde melhor se busca o ser.

A escola é mais, é menos, é peso,
Aborrecimento e vitalidade.
É divisão e comunidade.
É conhecimento e descoberta.
É imposição e liberdade.
É apropriação do real
o assenhorar-se de sonhos
e o desvendar de verdades.

É tecido de sítios
Onde as vidas se entretecem
Circulando em espirais
Agindo e sofrendo
Compreendendo e fugindo
Sorrindo e escapando.

A escola é tecido, é vida, é nossa.

© Aurora Cerqueira (2015) 



[Este poema foi capa do nº 1 (edição papel) do jornal "Ria da Escrita" (Maio 2015), do Agrupamento de Escolas Dr Mário Sacramento, expressando em poema o que a equipa do jornal pretendia fazer perpassar: um agrupamento que constrói uma nova identidade! 
Por motivos gráficos, o poema teve de ser ajustado ao espaço da primeira página distorcendo, como se sabe, o ritmo e o plano intencional da autora. Publicamos, em agradecimento e pedido de desculpa à Profª Aurora Cerqueira, o poema como é na sua génese)

2015-05-22

Para haver paz e tranquilidade

A amizade é um sentimento que partilhamos com outra pessoa. A amizade faz parte do dia a dia, pois está constantemente presente nas adversidades que nós enfrentamos ao longo da nossa vida. A amizade é ter respeito, ser honesto e ser gentil para uma pessoa com quem já se viveram grandes momentos da nossa vida. Sem a amizade, nós viveríamos mais tristes, porque não teríamos ninguém com quem partilhar as novas ideias ou pensamentos; também, sem a amizade o mundo andaria constantemente em guerra, nem haveria civismo. Já  pensaram que poderia haver a paz mundial se todos cultivássemos a amizade?!

Em suma, a amizade é muito importante para não haver guerra, nem tristeza, para poder haver paz e tranquilidade.

Maria Carolina Inácio, 7.º D

2015-05-15

Amizade, o sol nos dias de chuva

 

Na minha opinião, a amizade é uma força difícil de quebrar. Não é como os ramos de uma árvore velha nos dias ventosos, nem como uma bola de cristal nas mãos de uma criança. É persistente e é uma das palavras mais importantes na vida de qualquer pessoa.

Na verdade, a amizade está presente em qualquer passo que se dá e sem ela o ser humano seria apenas uma alma negra e infeliz. Quando esta pequena palavra nasce na vida de uma pessoa, ergue-se um sorriso e, com um pequeno olhar, trocam-se sentimentos, como bondade, cumplicidade, alegria, honestidade, generosidade... E isto, sim, é a amizade! São todos os sentimentos positivos que podem existir. Com um verdadeiro amigo, nunca se ouve falar nas palavras egoísmo, ódio, crueldade ou solidão.

A amizade é como o sol nos dias de chuva. No momento em que não a temos, sentimos a sua falta.

Bárbara Alves 7.º D

Saudade

 

A saudade é como um túnel sem fim, uma flor murcha, uma nuvem cinzenta que não deixa ver o azul do céu.

A saudade pode ser consequência de variados acontecimentos: emigrações, mortes,…Apesar de existirem razões muito diversificadas, os sentimentos e emoções são os mesmos. O problema é que não existem palavras para os descrever, por isso, chamam-lhe saudade. Só quem os sente é que consegue perceber o que é a saudade, e este sentimento traz consigo uma série de outros: tristeza, solidão, e por vezes injustiça.

A saudade é um sentimento muito negativo, é como a escuridão… uma escuridão que não encontra luz e que nunca desaparece.

Leonor Leite da Silva, 7.º D – maio de 2015

2015-03-23

Era uma vez uma boca – conto


Era uma vez uma boca. Nesta boca viviam a língua e os dentes. Eram personagens muito egocêntricas: a língua achava que, por conseguir comunicar com o mundo exterior, era alguém muito importante e, os dentes achavam que se tratavam de verdadeiras pérolas raras e preciosas e, por isso, melhores que a língua.
Para aceder ao texto completo

2015-03-20

[AEMS] – EB 2/3 de Aradas - Semana da Leitura

 
joana3joana4Joana Gabriel, ex-aluna da EB de Aradas, estudante de História da Arte na Faculdade de letras da Universidade de Coimbra  publicou o seu primeiro livro ‘Herança de Sangue’ aos 18 anos e aos 20 ‘Sangue Oculto’.
No âmbito da Semana da Leitura, atividade promovida pela Biblioteca da Escola de Aradas, Joana Gabriel esteve presente na rubrica “Encontro com o escritor” para falar de si, da sua dislexia e dos seus livros, aos alunos do 9ºano.

2015-03-18

A fada da minha vida. Conto


Um conto de um aluno do 11.º (José Castanho), que foi premiado com o 9.º lugar no concurso "Sorri um conto" e que será publicado numa antologia.

Deste aluno, será publicado um outro texto que ele escreveu no início do segundo período do ano letivo 2014-15.




2015-03-07

Águas Paradas - pintura e poesia.


Acácio RodriguesO Prof Acácio Rodrigues inaugurou, na Galeria Municipal  Morgados da Pedricosa (ao Museu de Santa Joana,  Aveiro), no dia 7 de Março, 16 Horas, a Exposição individual - Águas Paradas, de pintura e poesia – e lançamento do livro Águas Paradas, em coautoria com Ana Paula Mabrouk.
Águas ParadasExposição_AR